sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Região Sul e Campanha do RS - Contraste do país


      A cada viagem pelo Estado do Rio Grande do Sul e pelo país, fico mais
preocupado e triste com a evolução da região sul e a campanha deste Estado.
      A região metropolitana sempre foi a que teve maior crescimento devido à estar junto à capital.
      O Norte do Estado vem crescendo cada vez mais com sólidas indústrias e comércio.
      A fronteira oeste com suas exportações em vasta escala.
      Já a serra, nem parece o Brasil, não só pela grande imigração européia mas principalmente pela qualidade das cidades e consequentemente de seus habitantes.
      Região sul e campanha? houveram alguns avanços na tentativa de ajudar a elevar o patamar desta região, mas infelizmente pelo que se observa, tem sido pouco resolutivo.
      Os avanços que houveram foram principalmente na área da educação, agricultura e restauração de patrimônios. Cito abaixo, cada um deles:

Educação

  • Unipampa - a Universidade Federal da Região do Pampa, que se estende por várias cidades entre a campanha e a fronteira oeste do Estado, foi muito importante para os estudantes dessas regiões pois tinham como únicas opções de universidade federais mais próximas, a UFPEL, FURG e UFSM.  
  •  IFSUL - Outro avanço foi a expansão do ensino técnico. Onde uma das únicas alternativas era o CEFET em Pelotas, quem também se transformou em uma IFSUL.
Agricultura
      Houveram investimentos fortes das esferas do governo em agricultura. Incentivos para compra de equipamentos, construção de armazéns, plantio de oliveiras, fruticultura. O que resultou em safras recordes.

Restauração de patrimônios
      Vários patrimônios históricos foram restaurados, onde melhorou a visão cultural das cidades e assim, atraindo mais turistas.


      Estes foram os principais avanços da região, mas infelizmente trouxeram pouco retorno. Esta região parece o Acre do Estado. As indústrias sequer ousam em anunciar instalação e grandes investimentos.

      Pelotas que já foi uma das grandes cidades do Estado, está perdendo cada vez mais espaço no cenário estadual. Há tempos atrás era uma cidade altamente industrializada. No momento, várias indústrias partiram e as que ficaram, não desenvolvem altos investimentos. Há um crescimento urbano elevado, mas a cidade não evolui em infraestrutura, sendo a mesma Pelotas, sempre. O único importante investimento nos últimos anos em Pelotas foi o Shopping. Infelizmente com o crescimento urbano desordenado, a cidade tem vivido tempos de muita violência.

      Rio Grande, principal cidade na economia da região, parece que não cresce. Exatamente, ṕara quem vai em Rio Grande pelo menos uma vez ao ano, enxerga uma cidade muito antiga que não valoriza seu patrimônio, parecendo uma cidade "suja". O dinheiro do Super Porto de Rio Grande,  no meu ponto de vista fica ali e não se espalha. O comércio o mesmo de sempre. E está com o mesmo problema de Pelotas, crescimento muito maior e desordenado, gerando violência, drogas e prostituição. Único importante investimento é o mesmo de Pelotas. O Shopping.

      Balneário do Cassino, pertencente à cidade do Rio Grande, a maior praia do mundo não tem nenhum tipo de grande investimento. É morta no inverno e com ṕoucos atrativos para turistas no verão. Diferentemente de praias do próprio estado, não tem avenida "beira-mar", altos edifícios, quiosques na praia, enfim, é simplesmente uma praia. Boa pela sua extensão e por ser a única praia próxima, mas sem nenhum investimento por parte de Rio Grande e muito menos por investidores.

      Candiota que tem uma das principais usinas termoelétricas do país, aparentemente tem o mesmo problema de Rio Grande, o dinheiro fica ali. A cidade é a mesma desde a sua emancipação.

      Falou tanto de outras cidades e não vai falar da tua? Claro que sim.

      Bagé, cidade com seu PIB em maior parte da agricultura, com grandes lavouras de soja e arroz, sede da Unipampa e com vários patrimônios restaurados... e só. A cidade tem pouco mais de 100 mil habitantes, o comércio com crescimento lento, acreditava-se que ia tornar-se em uma cidade altamente universitária mas não chegou a esse ponto. Por quê? Falta investimento. Principalmente empresários. Os hotéis são os mesmos, praticamente não existem franquias, e o turismo pouco explorado. Ah! e as indústrias? Inexistentes.

     Acredito muito no turismo, ele gera muito dinheiro. Uma cidade que tenha atrativos a oferecer, gera turistas, que gera investimentos, que geram muito dinheiro. Os governantes dessa região deviam se preocupar em trazer investimentos para as cidades deste Estado e "espalhar" o dinheiro, como? criando novos empregos e acreditando no turismo.

      Espero que daqui a uns 10 anos, esta realidade se modifique.

     

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Eleições 2014


Estamos na véspera do segundo turno das eleições 2014. Dia 26 de Outubro será o dia derradeiro para candidatos à governador e presidente.
Estava lembrando que postei em 2008 sobre as eleições daquele ano. Foi uma postagem sobre as principais mudanças com relação as propagandas eleitorais. 
Durante este mês estava em férias e viajei ao Rio de Janeiro, onde fiquei cinco dias. Também estive em Porto Alegre na ida e na volta da viagem ao Rio. Para minha surpresa, pude constatar várias diferenças entre essas duas capitais. Com vários pontos positivos para o Rio de Janeiro (aos olhos do turista). Vou listar abaixo, dois principais pontos.


  1. Poluição Visual
  2.    Em Porto Alegre a quantidade de cavaletes em tudo que é canteiro que podiam colocar era surpreendente. em um espaço em torno de 2mx2m, colocaram uns 20 cavaletes de tudo que é tipo e tamanho. Sinceramente, o eleitor que está indeciso, não consegue sequer olhar para tantos cavaletes. Já no Rio de Janeiro, existiam também cavaletes, mas era 1 candidato por "espaço" e bem distantes, quase difícil de notar a existência de cavaletes.


  3. Poluição Sonora 
            Outro fator de grande descontentamento para qualquer eleitor e principalmente o turista, é  a poluição sonora causada durante as eleições. São carros com caixas de som, e o volume no máximo, distorcendo até o "jingle" do candidato. Em Porto Alegre vi isso desde a Rodoviária, Shoppings e Aeroporto. Enfim, em todos os lugares.
Já no Rio de Janeiro, o único veículo com som que vi, foi um ciclista com uma placa de um candidato bem grande e tocando uma música qualquer, sem ser jingle, alegrando ainda mais a orla de copacabana.


             Sou gaúcho, amo minha terra, mas pude perceber tristemente que aqui estamos sendo muito liberais para ações eleitoreiras, que haja mudanças o quanto antes. A população agradece.